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Brasil na alienação dos sentidos negativos da política, corrupção generalizada, a falta de reforma política... o ficha limpa não passa o Brasil a limpo!

Enfim, este país de vossas excelências, as mariposas políticas, o povo vive de utopia, pela miséria controlada afim de eleições e reeleições, donde o dinheiro público é investido ao bem patrimonial de políticos; e os jovens se perdem em redes sociais falando que vão ao banheiro!


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novembro 09, 2011

Outro ministro na berlinda, é o 7º, 8º?? Estamos perdendo a conta!!


Carlos Lupi se reuniu com colegas do PDT. Assessores da pasta teriam cobrado propina

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (8) e reiterou que não pretende deixar o cargo. No fim de semana, uma revista revelou que assessores da pasta teriam cobrado propina de ONGs (organizações não governamentais).

- Vocês verão um caso diferente. Não há nenhuma possibilidade de eu me afastar, não sairei do ministério. Vou continuar até ver isso devidamente esclarecido.

Ele se reuniu hoje com deputados e senadores do PDT na sede do partido, em Brasília, para se defender das denúncias. Alguns pedetistas chegaram a pedir a abertura de investigações contra Lupi, que é presidente licenciado da legenda. O ministro, porém, ressaltou que só deixaria o cargo se fosse “abatido a bala”.

- Alguns acharam que era melhor que eu tenha saído. Mas, para me tirar, só abatido a bala. E sendo uma bala pesada, porque sou pesadão.

Lupi afirmou que conta com o apoio total do partido e da presidente e disse duvidar da possibilidade de que Dilma o demita do governo.

- Duvido que ela o faça. Eu conheço ela bem e ela me conhece muito bem depois de 31 anos de vida pública.

No sábado (5), a revista Veja revelou que um suposto esquema de extorsão funcionaria no interior do Ministério do Trabalho. A cobrança de propina de ONGs seguiria um modelo também aplicado nas pastas do Turismo e do Esporte. Nestes dois casos, os respectivos ministros, Pedro Novais e Orlando Silva, deixaram a equipe de Dilma.

Segundo a reportagem, assessores de Lupi, todos ligados ao PDT, teriam cobrado dinheiro para liberar pagamentos a ONGs suspeitas de irregularidades.

R7

outubro 28, 2011

Governo adota medidas para evitar desvio de dinheiro

Abalado com a sucessão de escândalos que já causou o afastamento de seis ministros em menos de um ano, o governo federal resolveu adotar um conjunto de medidas para fechar os ralos de desvio de dinheiro público por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs) e impedir a indicação de políticos fichas sujas como ministros e altos dirigentes públicos. A informação foi dada hoje pelo ministro chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage.

A ideia, segundo Hage, é reproduzir nas nomeações do poder Executivo a lei da ficha limpa, que veta candidaturas a cargos eletivos de políticos processados ou condenados judicialmente. Daqui por diante, os próprios ministros terão de assinar os convênios de sua Pasta e não mais delegar a gestores e secretários. Os convênios só poderão ser firmados com ONGs idôneas e com experiência mínima de três anos na área, escolhidas mediante chamamento público.

O ministro informou que está trabalhando, a pedido da Casa Civil, na elaboração do decreto que vai regulamentar o chamamento. "Nenhum ministro vai poder dizer amanhã que não sabia (de irregularidades em convênios)", observou. Com a medida, disse, "será impossível firmar convênio com uma ONG criada há poucos meses, ou fantasma, ou que não tenha experiência na área específica", afirmou. "Se ela tiver cometido irregularidade ou devendo prestação de contas, não pode voltar a receber dinheiro público".

O decreto que aumenta o controle sobre a contratação de ONGs já está em vigor desde setembro, mas alguns artigos dependem de regulamentação, como é o caso do chamamento público. Já havia alguns ministérios adotando essa prática, mas sem eficácia no combate as irregularidades. "Era um modelo de chamamento que cumpria a aparência de legalidade, mas que na verdade não selecionava as ONGs sérias, as que não tinham ficha suja", observou.

O projeto que disciplina a escolha de ministros e membros do primeiro escalão do governo está a cargo de grupo interministerial, coordenado por Hage. A medida, na sua avaliação, dará a Presidência da República um instrumento poderoso para barrar a falta de critérios dos partidos na indicação de ministros e ocupantes do primeiro escalão do governo.

Segundo o ministro, irregularidades como as que derrubaram o ministro do Esporte, Orlando Silva, acontecem em profusão no Brasil porque o País "não tem tradição alguma de fiscalização dos convênios com ONGs, nem com prefeituras, nem com nada". Ele disse que essa é uma herança que proliferou no Brasil até a era dos tucanos no governo.

Operações conjuntas da Polícia Federal, CGU e Ministério Público, segundo ele, "são algo novo no País". Antes do governo Lula, conforme destacou, não era assim. "Tínhamos até um engavetador-geral da República", criticou ele, referindo-se ao ex-procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que ocupou o cargo por oito anos no governo Fernando Henrique Cardoso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

outubro 15, 2011

Médicos sem vergonha!!!

Médicos que ganham até R$ 22 mil por mês e deveriam cumprir 40 horas semanais são flagrados dando expediente em consultórios particulares.


Médicos do hospital público mais movimentado de Brasília usavam o horário de trabalho para atender pacientes em consultórios particulares. A denúncia chegou ao secretário de Saúde que demitiu a chefe do setor, como mostra a reportagem de Júlio Mosquéra e Diego Moraes.

Tatiana Aparecida depende da consulta com um endocrinologista para fazer uma cirurgia, e não tem previsão de atendimento. Há dois meses, ela espera por uma vaga nos hospitais públicos da capital do país.

Se eu quiser fazer a cirurgia no tempo previsto que eu devia estar fazendo, vou ter que procurar um particular. Na rede pública não tem”, ela conta.

Enquanto Tatiana espera na fila, endocrinologistas que deveriam atender no Hospital de Base, o maior hospital público de Brasília, dão expediente em consultórios particulares.

O produtor Diego Moraes flagrou, com uma câmera escondida, médicos que ganham até R$ 22 mil por mês e deveriam cumprir 40 horas semanais de trabalho. Entre eles, Mário Sérgio de Almeida, um dos mais antigos endocrinologistas do Hospital de Base.

Estou lá há 28 anos, no Hospital de Base. Desde outubro de 1983. Atendo aqui e lá”, ele revela.

De acordo com a escala da secretaria de saúde, ele deveria trabalhar na rede pública de segunda a sexta-feira, de 8h as 12h e de 14h as 18h. Mas na maior parte da semana está no consultório particular, como informou a secretária dele.

A médica Adriana Carvalho Furtado também foi encontrada trabalhando em seu consultório particular, quando deveria estar no hospital público.

Até a chefe da endocrinologia do hospital, Cláudia Gurgel, deixa de cumprir as 40 horas na rede pública e divide o tempo com o consultório particular.

A direção do Hospital de Base admitiu que os médicos deveriam estar no hospital quando trabalhavam nos consultórios particulares. O secretário de Saúde Rafael Barbosa mandou abrir investigação para apurar as denúncias, mas já decidiu exonerar do cargo a chefe da endocrinologia. [Jornal Nacional]


E de toda esta desfaçatez, aparece um tal de secretário de Saúde em rede nacional afirmando que irá reduzir em 50% a jornada de trabalho destes médicos e reduzir o salário em 40%...

... é isto mesmo, este secretário de Saúde está é dando um aumento salarial para estes médicos sem escrúpulo!!!

agosto 12, 2011

Belo Horizonte com desculpas??!! São justificadas... sei não!!! E tem quem aceita.

Márcio Lacerda defende frete de jatinhos pela Prefeitura de BH e diz que voos comerciais são 'inseguros'

Thiago Herdy

O prefeito da capital mineira, Márcio Lacerda (PSB), atribuiu a "insegurança do transporte aéreo brasileiro de passageiros" e a falta de confiabilidade dos horários de voo comercial o fretamento de jatinhos particulares com uso de dinheiro público para realizar seus deslocamentos pelo país. Dois dias depois de virar alvo de uma ação civil pública em que se pede a devolução de R$ 875,9 mil gastos pela prefeitura com o aluguel de aeronaves para Lacerda entre fevereiro de 2009 e junho de 2011, o prefeito atacou os responsáveis pela ação, que para ele "não entendem o papel do prefeito de uma grande cidade".

- A ação pretende passar uma ideia de que Belo Horizonte é uma cidade pequena e sem importância, cuja administração deve se limitar a assuntos de suas fronteiras. Não podemos apequenar Belo Horizonte - disse o prefeito.

De acordo com o inquérito que deu origem a ação, a prefeitura pagou no ano passado R$ 29,9 mil para que Lacerda não enfrentasse filas e viajasse mais confortável em um jato particular a Brasília, para prestigiar a posse do amigo Robson Andrade na diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Outros R$ 28,3 mil foram gastos para que participasse das comemorações do aniversário de um jornal, em São Paulo. O prefeito justificou as viagens como importantes para manter contato com "lideranças do capitalismo brasileiro" e viabilizar parcerias para a cidade.

- Essa viagem a São Paulo, é importante destacar que eu saí da prefeitura às 16h30, decolei da Pampulha às 17h e estava aqui (em Belo Horizonte) muito cedo, na manhã seguinte, retomando as minhas atividades.

Perguntado porque não optou por um voo comercial diário que sai às 17h02 com destino à capital paulista a partir do Aeroporto da Pampulha, a poucos metros do hangar das empresas de táxi aéreo, Lacerda disse desconhecer o voo e apresentou sua justificativa:

- Não vou discutir nesse nível. Se fosse para ir a São Paulo através de um voo comercial, dada a insegurança do transporte aéreo brasileiro de passageiros, eu nem teria ido a essa atividade.

Gastos incluem viagem para coquetel de Dilma

De acordo com o processo, a prefeitura também pagou R$ 20,8 mil para que um jato levasse Lacerda ao coquetel em homenagem à diplomação da presidente Dilma Rousseff no ano passado; R$ 176,1 mil para nove encontros com entidades de prefeitos; e outros R$ 22,6 mil para que o prefeito estivesse presente no velório do vice-presidente José Alencar em Brasília, apesar de no dia seguinte o corpo ter sido velado e cremado na capital mineira.

- Participei dos dois velórios dada a relação fortíssima do José Alencar com Belo Horizonte e entendi que era papel do prefeito também estar presente lá (em Brasília) - afirmou.

Para que Lacerda voasse em jato particular em 39 viagens, a prefeitura gastou em torno de R$ 22,4 mil por viagem, em média. Perguntado se considerava alto o custo do fretamento de um avião, o prefeito respondeu:

- Não considero, até porque também sou proprietário de um jato que uso para minhas viagens pessoais e conheço os custos de manutenção e operação de um jato.

Lacerda disse que continuará a fretar aeronaves, em nome da "eficiência" da sua ação como político, e disse não se preocupar com o pedido do Ministério Público de indisponibilidade de seus bens em quase R$ 900 mil para cobrir os prejuízos aos cofres públicos. No fim da tarde desta quinta-feira, o juiz da 5ª Vara da Fazenda Municipal, Ronaldo Claret de Moraes, aceitou a ação do Ministério Público e recusou o pedido liminar de bloqueio de bens, por entender que o prefeito ainda deve se manifestar no processo.

- Estou indignado, sendo atingido na minha honorabilidade. Tenho absoluta certeza de que não fiz nada incorreto ou ilegal - afirmou Lacerda.