Brasil na alienação dos sentidos negativos da política, corrupção generalizada, a falta de reforma política... o ficha limpa não passa o Brasil a limpo!

Enfim, este país de vossas excelências, as mariposas políticas, o povo vive de utopia, pela miséria controlada afim de eleições e reeleições, donde o dinheiro público é investido ao bem patrimonial de políticos; e os jovens se perdem em redes sociais falando que vão ao banheiro!


agosto 12, 2011

Belo Horizonte com desculpas??!! São justificadas... sei não!!! E tem quem aceita.

Márcio Lacerda defende frete de jatinhos pela Prefeitura de BH e diz que voos comerciais são 'inseguros'

Thiago Herdy

O prefeito da capital mineira, Márcio Lacerda (PSB), atribuiu a "insegurança do transporte aéreo brasileiro de passageiros" e a falta de confiabilidade dos horários de voo comercial o fretamento de jatinhos particulares com uso de dinheiro público para realizar seus deslocamentos pelo país. Dois dias depois de virar alvo de uma ação civil pública em que se pede a devolução de R$ 875,9 mil gastos pela prefeitura com o aluguel de aeronaves para Lacerda entre fevereiro de 2009 e junho de 2011, o prefeito atacou os responsáveis pela ação, que para ele "não entendem o papel do prefeito de uma grande cidade".

- A ação pretende passar uma ideia de que Belo Horizonte é uma cidade pequena e sem importância, cuja administração deve se limitar a assuntos de suas fronteiras. Não podemos apequenar Belo Horizonte - disse o prefeito.

De acordo com o inquérito que deu origem a ação, a prefeitura pagou no ano passado R$ 29,9 mil para que Lacerda não enfrentasse filas e viajasse mais confortável em um jato particular a Brasília, para prestigiar a posse do amigo Robson Andrade na diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Outros R$ 28,3 mil foram gastos para que participasse das comemorações do aniversário de um jornal, em São Paulo. O prefeito justificou as viagens como importantes para manter contato com "lideranças do capitalismo brasileiro" e viabilizar parcerias para a cidade.

- Essa viagem a São Paulo, é importante destacar que eu saí da prefeitura às 16h30, decolei da Pampulha às 17h e estava aqui (em Belo Horizonte) muito cedo, na manhã seguinte, retomando as minhas atividades.

Perguntado porque não optou por um voo comercial diário que sai às 17h02 com destino à capital paulista a partir do Aeroporto da Pampulha, a poucos metros do hangar das empresas de táxi aéreo, Lacerda disse desconhecer o voo e apresentou sua justificativa:

- Não vou discutir nesse nível. Se fosse para ir a São Paulo através de um voo comercial, dada a insegurança do transporte aéreo brasileiro de passageiros, eu nem teria ido a essa atividade.

Gastos incluem viagem para coquetel de Dilma

De acordo com o processo, a prefeitura também pagou R$ 20,8 mil para que um jato levasse Lacerda ao coquetel em homenagem à diplomação da presidente Dilma Rousseff no ano passado; R$ 176,1 mil para nove encontros com entidades de prefeitos; e outros R$ 22,6 mil para que o prefeito estivesse presente no velório do vice-presidente José Alencar em Brasília, apesar de no dia seguinte o corpo ter sido velado e cremado na capital mineira.

- Participei dos dois velórios dada a relação fortíssima do José Alencar com Belo Horizonte e entendi que era papel do prefeito também estar presente lá (em Brasília) - afirmou.

Para que Lacerda voasse em jato particular em 39 viagens, a prefeitura gastou em torno de R$ 22,4 mil por viagem, em média. Perguntado se considerava alto o custo do fretamento de um avião, o prefeito respondeu:

- Não considero, até porque também sou proprietário de um jato que uso para minhas viagens pessoais e conheço os custos de manutenção e operação de um jato.

Lacerda disse que continuará a fretar aeronaves, em nome da "eficiência" da sua ação como político, e disse não se preocupar com o pedido do Ministério Público de indisponibilidade de seus bens em quase R$ 900 mil para cobrir os prejuízos aos cofres públicos. No fim da tarde desta quinta-feira, o juiz da 5ª Vara da Fazenda Municipal, Ronaldo Claret de Moraes, aceitou a ação do Ministério Público e recusou o pedido liminar de bloqueio de bens, por entender que o prefeito ainda deve se manifestar no processo.

- Estou indignado, sendo atingido na minha honorabilidade. Tenho absoluta certeza de que não fiz nada incorreto ou ilegal - afirmou Lacerda.

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