Brasil na alienação dos sentidos negativos da política, corrupção generalizada, a falta de reforma política... o ficha limpa não passa o Brasil a limpo!

Enfim, este país de vossas excelências, as mariposas políticas, o povo vive de utopia, pela miséria controlada afim de eleições e reeleições, donde o dinheiro público é investido ao bem patrimonial de políticos; e os jovens se perdem em redes sociais falando que vão ao banheiro!


outubro 16, 2011

Há fumaça, há fogo... outro ministro de Dilma na berlinda

Um militante do PC do B acusa o ministro Orlando Silva de montar um esquema de corrupção no Ministério do Esporte.

A denúncia foi publicada na edição deste fim de semana da revista Veja. Orlando Silva diz que é vítima de calúnia.

Teriam sido desviados R$ 40 milhões em oito anos. Dinheiro que deveria ter sido usado para comprar material escolar e comida para crianças carentes.

Segundo a revista, pela primeira vez Orlando Silva é apontado como mentor e beneficiário das irregularidades. O partido dele, PC do B desviaria dinheiro público do programa “Segundo Tempo”, do Ministério do Esporte, usando ONGs como fachada.

A Veja ouviu o policial João Dias Ferreira, que foi militante do PC do B, segundo o partido, até 2007. O policial contou a revista que as ONGs só recebiam recursos se houvesse o pagamento de uma taxa, que podia chegar a 20% do valor dos convênios. O PC do B, segundo a denúncia, indicaria os fornecedores e pessoas encarregadas de conseguir notas fiscais frias.

João Dias acusa o ministro. Disse que, desde o começo, quem controlava tudo pelo partido era Orlando Silva, e que um dirigente do PC do B, Fredo Ebling, seria encarregado de indicar a quem, quando e onde entregar o dinheiro.

O policial indicou a revista o nome de uma pessoa que poderia confirmar as denúncias: o motorista Célio Soares Pereira. Célio afirmou a Veja que entregava o dinheiro na garagem do ministério. Teria feito isso cinco vezes. Em uma delas, teria entregado dinheiro pessoalmente ao ministro Orlando Silva em uma caixa de papelão, com maços de R$ 50 e R$ 100.

A revista informa que o policial seria responsável por duas ONGs que teriam recebido R$ 3 milhões do programa Segundo Tempo; R$ 2 milhões teriam sido desviados.

Nessa época, quem comandava o Ministério do Esporte era Agnelo Queiroz, hoje governador do Distrito Federal.

O ministro do Esporte, que está no México, convocou uma entrevista para falar sobre a denúncia publicada na revista.

Eu considero que são denúncias gravíssimas. Vou reagir a altura com medidas judiciais. Como eu disse, solicitando que a Polícia Federal investigue claramente todos os fatos registrados na revista”, comentou Orlando Silva.

O ônus da prova é de quem acusa. Quem acusa tem que provar. E não há nenhuma prova. E digo mais: não há hipótese de haver prova, porque não há realidade nas insinuações”, acrescentou.

O Ministério do Esporte divulgou nota: informou que o policial João Dias firmou dois convênios com a pasta, em 2005 e 2006. E que as ONGs não teriam conseguido provar como usaram o dinheiro. Por isso, o ministério está cobrando a devolução de R$ 3,16 milhões dos convênios. Esse, segundo o ministro, seria o motivo das denúncias. Uma reação porque o ministério teria acionado o Tribunal de Contas da União para investigar o caso.

Não há fundamento que justifique a matéria. Vou seguir minha agenda de trabalho”, completou Orlando Silva.

Em nota, a Secretaria de Comunicação Social do governo do Distrito Federal disse que, quando foi ministro do Esporte, Agnelo Queiroz tomou medidas duras para apurar convênios que apresentaram indícios de irregularidades.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, confirmou que vai pedir a Polícia Federal investigação das denúncias. O policial militar João Dias, o motorista Célio Soares e o dirigente do PC do B, Fredo Ebling, não foram localizados para comentar a reportagem da revista.

O líder do PC do B, deputado Osmar Junior, disse que vai tentar antecipar a ida do ministro a Câmara para dar explicações sobre o caso. [Jornal Nacional]

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